This is a tumblr devoted fan-especially the TV series The Vampire Diaries. Am Delena to death, no matter what. I'm crazy about Nian, they are so cute together. Anyway, that was dedicated especially to tumblr Damon, my favorite vampire.
"Ei garçom, me vê aí o mesmo de sempre, aquela dose dupla de tequila acompanhada por uma pitadinha de nostalgia. Você por acaso tem alguma bebida que me faça esquecer um ex-amor, que não é tão “ex” assim? Que me faça sentir um pouquinho menos? Que me faça deixar de ser tão tola e ingênua? Ah sabe, eu precisava mesmo dessa fórmula. Precisava deixar de sentir sabe? Nem que seja só um pouquinho. Uma pitadinha. Daquelas bem pequenininhas, entende? Quase inexistentes. Sabe qual é o problema? Você sempre acha que pode ter uma segunda chance, que as coisas dessa vez vão ser diferentes, que quem te machucou não vai voltar a repetir o mesmo erro, mas é aí que você se engana. Você tem aquela puta mania de ser otimista, de pensar para frente, até que você percebe que para os seus problemas, não há solução. E você levanta mesmo sabendo que vai cair novamente, e sempre pelo mesmo motivo. Sua vida virou aquela reprise da novela das nove com o final mais bobo e cafona, e o pior, sem o tal de “feliz”. Tá vendo aquele carinha ali? É aquele lá acompanhado por uma loira e sorrindo torto para o lado direito. Pode parecer clichê, mas ele já fez parte do meu passado. Na verdade, ele esta mais presente em mim do que qualquer outra coisa. E talvez seja esse o problema. Venho aqui todas as noites e sento nesse balcão para ver ele com outra. Sabe, antigamente eu costumava estar no lugar daquela loira lá. A gente saia todo sábado a noite e vinha nesse bar. Costumávamos dançar a noite toda e ele me fazia gargalhar ao vê-lo dançar como um desengonçado de primeira. Passado não é? Mas eu não consigo esquecer daquela vez em que ele entrou numa briga porque o cara veio pra cima de mim e acabou com o olho esquerdo todo roxo. Ele costumava me fazer passar vergonha na frente dos meus pais todos os dias e adorava colocar os meus sutiãs por cima da blusa e sair por aí como um bobo. Ele sempre foi um bobo. Hoje em dia a gente se fala as vezes, mas é só um “oi” seguido de um “tchau”. É tão diferente do beijo de bom dia que ele costumava me dar antes. Ele sempre sorria quando eu sorria, e isso chegava a ser estranho, mas hoje eu sinto uma puta falta daquilo. Detestava quando ele xingava de cinco em cinco minutos, mas porra, hoje peguei aquela mania que ele tinha de falar palavrões. A mão dele costumava segurar a minha com carinho, mas provavelmente a loirinha ali que deve estar aproveitando isso agora. E eu tenho inveja dela. Muita inveja. Quem me dera ser ela naquela momento. E eu quero, ó se quero. Mais que tudo. Mas eu sou morena, e o meu cabelo não é hidratado, nem meu corpo é o mais saradão da cidade. Pintar meu cabelo não é uma possibilidade, ou é? E eu… bom, eu sou só eu, com meu óculos caindo sobre o nariz e meus livros de romances. Pena que minha história não é como aquelas do Nicholas Sparks, em que a mocinha sempre fica com o mocinho. Tô mais é pra vilã da história do que pra garotinha que no final fica com o garotinho. É, eu devia ter me acostumado com isso. Ele não é mais meu, mas eu ainda sou dele. É confuso, eu sei. Ele parece estar feliz, não é? Ei, mais uma dose, por favor! Então, onde eu estava mesmo? Ah sim.. E você sorri de lado, olhando a pessoa que você ama com outra, diz que esta bem, e continua agindo como se não se importasse, quando na verdade você esta morrendo por dentro. É, eu queria ser aquela loira lá. Queria, queria mesmo. Muito."
- Que me faça esquecer um ex-amor, que não é tão “ex” assim? Júlia C. (via c-collapse)
"Olhei no relógio da cabeceira e bocejei, eram três da manhã. Nenhuma novidade. Eu já havia passado tantas noites com insônia, ouvindo Nirvana e tentando de uma forma completamente absurda me encontrar, que a idéia de não dormir mais, não chega a me assustar. Procurei em minhas manias, em meus ideais, em meus devaneios, um pouco de mim. Um pouco daquilo, que talvez ninguém soubesse onde estava. Cavei bem, até que chegasse no fim. Procurei todos os dias, como um pirata procura por um tesouro. Não encontrei. Eu havia me perdido de mim mesma. Eu podia estar em diversos lugares, talvez na fila da padaria, ou até mesmo no metrô de uma cidade movimentada. A questão era que a idéia de ser um alguém vazio, me assustava mais do que qualquer coisa. E era isso que eu era, uma pessoa oca, vazia. Eu não iria me encontrar, era como se essa tarefa fosse impossível para mim. Era como se esse poder estivesse longe do meu alcance. Pelo simples fato, de você ter me encontrado antes. Eu me perdi, e como um filhote indefeso, você me encontrou, toda fraca, inferior, precisando de ajuda. E eu precisava, precisava tanto que chegava á doer. Você me acolheu, cuidou de mim, me contou um pouco sobre você e sobre as suas bandas favoritas — não é a toa que “My girl” se tornou a nossa música. Sua blusa daquela banda que eu odiava esta no meu guarda-roupa até hoje, e me recordo muito bem de quando você a vestia só para me irritar. Você me fazia rir tanto, que eu me sentia uma criança de oito anos em frente á um palhaço. Eu me sentia boba e ao mesmo tempo fraca. Você me tornava fraca. O engraçado, é que com você, eu sou fraca, mas longe de você, sou quase inexistente. Tão fraca, tão invisível… tão nada."